Hoje encontrei uma amiga, logo cedo na academia. Estava bem sensível, havia sido o aniversário do filho dela, no fim de semana. Escreveu uma carta para ele, de tudo que estava sentindo. De como seria se estivesse por aqui : possivelmente casado, com filhos. Tantas realizações que não aconteceram e ficaram no se. E que mesmo depois de tantos anos, certos sentimentos continuam vívidos. Apenas no reencontro nosso, na eternidade tudo mudará.
Irmãs de dor, sabem que terão a compreensão de quem passa por sentimentos parecidos. Abraçamo-nos e comecei o dia já chorando. Mais um pouco, depois de tantas emoções vividas no fim de semana.
Fomos ao casamento de um sobrinho do coração. Que conheço, antes mesmo de nascer, na barriga da mãe. Vê-lo bem profissionalmente e feliz, casando com a pessoa escolhida e da maneira como sonharam, foi incrível.
Um filme passou pela minha cabeça:
os aniversários familiares, os jogos de beisebol, as apresentações de canto, as brincadeiras com os meus filhos, o carinho com Bathian e Dithan, a aprovação no vestibular, as formaturas, imitando seu Dithan cantando Santa Luzia, largando os amigos ( quando adolescente) para brincar com o João Pedro pequenino, cortando o cabelo da irmãzinha e jogando fitas de vídeo pela janela do apartamento. Tantas recordações..
Como disse, a vida passa muito rápida. E continua passando. E nesses momentos de família, amigos reunidos, amigos com os filhos e noras, impossível não sentir a falta do meu filho. Provavelmente, se estivesse por aqui, e se compromissos de estudo ou profissionais não impedissem, estaria lá conosco. São tantos se, hipotéticos. Sem respostas.
De onde estiver, deve estar feliz com a realização de quem tanto conviveu e gostou.
Um dia estaremos reunidos. Penso que será uma grande festa. Como as que juntos vivemos.





