Respondi : “ entendo perfeitamente. Só Deus para nos manter em pé “ .
Imediatamente vários fatos voltaram.
Lembrei de quando fui ao consultório do pediatra e ele começou fazer alguns exames. De imediato passou pela minha cabeça : não pode ser o que estou pensando. Na sequência indicou um neuro para fazer uma tomo.
Veio outra memória bruta. O médico falando comigo, eu sozinha, no corredor da UTI : “o filho que você conhece, não existe mais. Tem que pensar o que é melhor para ele”. Palavras que me machucam até hoje . Palavras que “ giram a faca na ferida “.
E ainda : “temos que fazer um exame para constatar a atividade cerebral”. Após comunicarem o resultado, simplesmente começaram a desligar os aparelhos, retirar a alimentação, mantendo o mínimo. Tudo na minha frente. E de imediato( soube depois que essa atitude foi discutida em reunião de conselho. Não, não fui eu que fiz denúncia. Não tinha forças para isso) .
Tem momentos que são eternizados. Tanto para o bem , como os nem tanto .





