Estou com a voz debilitada. Tendo que economiza-la, devido as apresentações de canto iminentes. Como é difícil o silêncio. Contradizendo toda a minha ascendência nipônica. Meio “ paraguaia”, como dizia um colega meu .
João Pedro era assim. Ainda pequeno, com ele no mercado , alguém disparou : “ nossa normalmente menina que fala bastante. Mas esse menino fala , hein…”
Ele olhou pra mim meio pasmado e emudeceu. Circunstancialmente. Depois voltou à eloquência.
Quando partiu, parte de mim emudeceu. As palavras destinadas a você, desapareceram. E fluiu a escrita. Nela, as respostas são minhas, não suas. Os diálogos solitários .
Ah, como é difícil ficar sem voz . Sem a sua voz.
Para a minha, vou achando subterfúgios.
“ Vida que não é menos minha que da canção “
Permeando vida, canção e escrita
Pois “ se o amor escraviza … é a única libertação “.
E assim seguimos. Ou melhor, prosseguimos.

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