quarta-feira, 16 de julho de 2025

Curitiba ainda dói


                Curitiba foi a cidade das férias de infância.  De casa de vó, do encontro de tios e primos. A cidade da casa da Treze ( rua Treze de maio ) com o seu pé direito alto, escadarias pelos quais os corrimões viravam escorregadores, mesa posta quase que o dia inteiro. Dos natais na casa da madrinha, com a árvore de Natal imensa e a expectativa da meia noite para abrir os presentes. Da adolescência com os passeios com as amigas. E dos encontros com amigos do Rotaract, ou passagem para as conferências em outros estados.

            Muitas lembranças boas e ternas.

            No entanto, um dia tudo mudou.  

E foram os dias mais difíceis da minha vida que vivi em Curitiba. Dias em que me despedi de você. E cada dia foi uma despedida. Até o seu coração valente, parar de bater . 

           Nunca mais consegui ficar muito tempo em Curitiba. Rápidas passagens . 

Nem encontrar muitas pessoas. Tanto de épocas mais antigas, como as que me lembram os dias de hospital e a partida precoce dele.

           Ainda dói. Expõe minhas fragilidades, embora pareça forte. Ainda não chegou a época em que ficaram “apenas a saudade e os bons momentos”.  Não sei se chegará. Mesmo após quase 10 anos, Curitiba ainda dói .

2 comentários:

  1. Receba mais um abraço querida amiga! Saber identificar nossas dores nos ajuda a compreendê-las. Sigamos juntas.

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