São 4:40h. Agosto chegou e veio a insônia não desejada. Acordo do nada, no meio da madrugada. Já não ocorria, faz um tempo. E ela voltou. Sem pedir licença. Demoro voltar a dormir, despertando cansada pela manhã.
Sim, tenho estado acelerada. A antologia do luto, em homenagem aos 10 anos da passagem do João Pedro, divulgação, live . Cabeça a mil. Muitas providências em relação ao escritório. Mas sei que não é apenas isso.
O que ficou dos dias vividos 10 anos atrás, tem me entristecido. O corpo, a mente e o coração possuem memórias. Revivo a tensão, a esperança, o medo da perda, a rotina do hospital. O “ não pensar” ( embora pensando ) e a negação da possibilidade que meu filho poderia partir. A fé em que tudo “ terminaria bem “ , pois se eu não acreditasse quem o faria ?
Talvez seja esse o porquê da insônia. Estou precisando do silêncio da madrugada. Da “ não agitação “ dos meus dias. De dizer sim ao luto que vem nesse período. De mergulhar, para pegar o impulso e emergir. E assim respirar. Sobreviver. E viver.

