Tenho acompanhado meu pai, com 90 anos, mudando do seu escritório. Desfazendo de muitos objetos, livros acumulados ao longo dos anos. Guardando o que possui memória afetiva. Imagino, só imagino, o que se passa em sua mente . Quantas lembranças de amigos que já se foram, familiares, acontecimentos que não mais ocorrem.
Faço um paralelo com o luto. É uma luta solitária, contra os fatos.
Desfazer dos objetos dos amados: vestimentas, sapatos, livros, peças de estimação.
Quantas lembranças tudo isso traz. Aquele dia em que estava com aquela roupa . Quando ganhou aquele presente que o fez sorrir. As fotos daquela viagem inesquecível. Das comemorações em família que não mais ocorrem da mesma maneira. Não é fácil, nem nunca será .
Resiliência é a palavra mágica. Contra tudo e todos os fatos. Fé e esperança para tê-la.
( daqui um mês fará 10 anos da partida do João Pedro)
Querida Denise como sempre suas palavras são tão verdadeiras e refletem a dor do luto tão difícil de expressar!! ❤️❤️
ResponderExcluirObrigada, Re🥰
ExcluirAcho que muitos de nós -- como é o meu caso -- já vivemos esse processo que você relata de forma tão sensível. É da vida e a gente aprende a seguir. Mais do que isso, aprende a conviver com o mundo povoado pelos que aqui estão, ao nosso lado, e por aqueles que, agora, viem em nós, no coração e na memória. Sim, é um exercício de resiliência, de compreensão dos processos da vida e da morte, inerentes uns aos outros. E você o faz com inspiração e força, estimulando outras pessoas a aprender a enfrentar o inevitável. Isso é vida!!!
ResponderExcluirLindo , Miguel 🥰
ExcluirNem de perto conseguimos saber a intensidade da dor de perder um filho. Só posso pedir a Deus que acalme seu coração minha amiga e transforme toda essa dor em uma saudade leve e feliz por ter o privilégio de ser mãe do João Pedro. Força minha querida.
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