terça-feira, 16 de junho de 2026

Mais um dia 17

        


          Mais um dia 17 se aproxima. E eu estou aqui, em mais uma madrugada insone. Acordo do nada,  é difícil, às vezes, voltar a dormir. Era o horário que a enfermagem passava. Ainda  me perseguem, em certos períodos, mesmo depois de tanto tempo. 

         Sim, tento trazer à consciência, tudo que me acontece. Para tentar compreender e prosseguir.  Por isso, a escrita me auxilia. Desde que a redescobri, ajuda a organizar as ideias, estruturar os pensamentos. Transmitir os sentimentos, sem perturbar terceiros. Porque o mundo, não tem paciência de ouvir. As redes sociais são hedônicas. E tristeza afasta as pessoas .

         

        No entanto,  não posso deixar de sentir o que sinto. Como diversas vezes repeti, luto de filho não se supera. Você  aprende a viver de uma forma diferente. Ressignifica sua vida. Mas o luto está lá. Passe o tempo que for.  A parte “ arrancada” de você , como muitas vezes ouvi de mães em luto, continua latejando. Umas vezes mais, outras nem tanto.


“Oh, pedaço de mim

Oh, metade amputada de mim

Leva o que há de ti

Que a saudade dói latejada

É assim como uma fisgada

No membro que já perdi” 

( Pedaço de mim, Chico Buarque 1977)

Nenhum comentário:

Postar um comentário