Olho para o cantinho dela, dá uma vontade de chorar. E choro.
Lembro dela, filhotinha espevitada . Dava saltos enormes para subir em lugares altos. Corria, não andava nos passeios. Ouvia passeio, ou via a guia, ficava imensamente feliz. Companheirona, queria simplesmente estar conosco. Deitava na rede, com alguém de nós e adormecia ( até roncava). Brincava de esconde esconde com as crianças e entregava o escondido . Defendia as crianças : se percebesse que elas estavam levando bronca, vinha latir em protesto . Ficava deprimida quando via malas . Em compensação, o rabinho parecia uma hélice de helicóptero, de tanto que rodava ao retornarmos.
Temperamental, geniosa , ao mesmo tempo doce e amável .
Nos últimos dias do João Pedro em casa, não saia do lado dele. Como se pressentisse algo. Durante muito tempo, nos horários da chegada dele ela ia para a porta. Às vezes entrava no seu quarto, como se estivesse procurando por ele.
Ultimamente mudou de comportamento. Começou a se isolar . Ficava em lugares diferentes, como se o seu instinto estivesse dizendo algo.
Espero não publicar este texto. E que ela possa retornar para casa. E que possa ainda usufruir alguns bons momentos.
Você é uma boa cachorrinha, Meg
PS: escrevi este texto antes dela falecer. Hoje ela nos deixou. Espero que esteja feliz brincando com o João Pedro






