domingo, 16 de agosto de 2026

Tristeza



“E quando estiverdes tristes, olhai novamente no vosso coração e vereis que, na verdade, estais chorando por aquilo mesmo que constitui vosso deleite. Alguns dentre vós dizeis: ‘a alegria é maior que a tristeza’, e outros dizem: ‘não, a tristeza é maior’. Eu, porém, vos digo que elas são inseparáveis.” — _Khalil Gibran, O Profeta_


Reler esse trecho me fez refletir sobre a tristeza.


No luto, ficamos tristes por não termos a alegria que compartilhamos com os nossos amados. E a intensidade do luto e da tristeza é condizente com o amor e a alegria vivida.


Ah, o amor. Traz-nos alegrias incomparáveis e a tristeza de não tê-lo. Uma saudade indizível que nem sabemos como descrever. Mistura de sentimentos. Até mesmo do que não vivemos. Dos planos que tínhamos juntos e não se concretizaram, com a ruptura abrupta. Mais repentina do que a de um filho saudável que parte tão rapidamente, sem aviso prévio?


A tristeza não é para amadores; é para os fortes. Como cita a Dra. Ana Claudia Quintana Arantes em seu livro _Pra vida toda valer a pena viver_.


Mergulhar na tristeza — e sair dela — permite nosso entendimento do porquê ela estar aqui, quais nossos sentimentos e emoções.

Deixar ela vir ajuda a compreender muitos fatos. Inclusive como foi incrível tudo que vivemos ao lado da pessoa que partiu. E deixar que a alegria volte. Se não da mesma maneira e intensidade, mas que retorne 

Nenhum comentário:

Postar um comentário