sábado, 8 de agosto de 2026

Dia dos pais


“Nasci para amar meu filho, 
Isso não me diminui; 

salva-me.

O resto existe. 

É bom, é importante.

Mas amar é a única forma 

de identidade verdadeira. 

A vida vale sobretudo 

pelo que sinto quando 

lhe seguro a mão. “


Benjamin 

e os dias cheios de nada .

( Pedro Chagas Freitas )

         

         Lendo a poesia do Pedro Chagas Freitas acima, fiquei a pensar no Dia dos Pais. E os pais que não têm  mais mãos para segurar? 

          Certa vez, um amigo me questionou: e a dor do pai que perdeu um filho? Nós também sentimos.

          Ao que respondi: eu posso falar do lado mãe, do feminino. Da vivência que tenho como mãe que perdeu um filho.

          No entanto, vejo a dor nos olhos do meu marido. A dor silenciada, sem palavras. Tentando manter a fortaleza nos momentos mais difíceis, e nos posteriores, para seguir em frente. A consciência de que a vida não será a mesma, como não tem sido. E que, mesmo sem expressar, sente que o Dia dos Pais não é igual, pois o filho amado não está aqui. E não deve fazê-lo, pois a filha amada está. Dualidade de sentimentos.

         O que posso dizer disso tudo: você foi, e é, o melhor pai que os nossos filhos poderiam ter tido.  

        Feliz Dia dos Pais. Estendendo uma mão presente e outra, com laços no infinito. Sempre.

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