salva-me.
O resto existe.
É bom, é importante.
Mas amar é a única forma
de identidade verdadeira.
A vida vale sobretudo
pelo que sinto quando
lhe seguro a mão. “
Benjamin
e os dias cheios de nada .
( Pedro Chagas Freitas )
Lendo a poesia do Pedro Chagas Freitas acima, fiquei a pensar no Dia dos Pais. E os pais que não têm mais mãos para segurar?
Certa vez, um amigo me questionou: e a dor do pai que perdeu um filho? Nós também sentimos.
Ao que respondi: eu posso falar do lado mãe, do feminino. Da vivência que tenho como mãe que perdeu um filho.
No entanto, vejo a dor nos olhos do meu marido. A dor silenciada, sem palavras. Tentando manter a fortaleza nos momentos mais difíceis, e nos posteriores, para seguir em frente. A consciência de que a vida não será a mesma, como não tem sido. E que, mesmo sem expressar, sente que o Dia dos Pais não é igual, pois o filho amado não está aqui. E não deve fazê-lo, pois a filha amada está. Dualidade de sentimentos.
O que posso dizer disso tudo: você foi, e é, o melhor pai que os nossos filhos poderiam ter tido.
Feliz Dia dos Pais. Estendendo uma mão presente e outra, com laços no infinito. Sempre.

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