Fomos ao mesmo café da primeira vez, quando da sua mudança. Conhecer a veterana que havia lhe adotado e dado as dicas de Uberaba.
Ah, quantos sentimentos misturados.
Desmontando o apartamento, minha natureza emocionada fica com dó até mesmo de deixar alguns objetos desgastados pelo uso, mas escolhidos com tanto carinho. Você e o seu pai, mais pragmáticos, acabam vencendo.
Olhar para a mesa, já negociada, fez me recordar que ela foi o que motivou a amizade com pessoas especiais, nessa sua trajetória uberabense.
Por isso, para mim, um objeto não é só objeto. Conta histórias. Traz lembranças, até do que um dia fomos. Ou de quem fomos.
Penso no tempo transcorrido. Chegamos numa época pré-pandemia. E passamos por ela nesse período. Paramos no mesmo lugar, onde tivemos que viajar cheios de máscaras.
Mal imaginávamos tudo que viria. Em nossas vidas e em todas as vidas.
Não somos os mesmos que adentramos, pela última vez, pela garagem, chegando de Londrina. O seu apartamento em Uberaba, também um pouquinho nosso, que deixa de existir.
O som do galo cantando e os sinos dobrando às 6h da manhã, embora em pleno centro urbano. Da pequena sacada, a vista da torre da basílica e um pôr do sol privilegiado. Dos latidos agudos do Theo. Da proximidade com o mercado municipal, de tantas delícias.
Chegou uma adolescente e transformou-se numa mulher. Embora dolorida essa mudança de casa, a falta da presença física e toda a saudade envolvida, hoje enxergo o quanto cresceu.
Simultaneamente, no filme que rebobino na minha cabeça, lembro do bebê fofinho, da menina esperta que dizia frases engraçadas, da adolescente que gostava das músicas da Manu Gavassi e de devorar livros de trilogias diversas, da jovem insegura com o que iria encontrar.
Hoje surge a Amanda profissional, que há muito vem sendo formada. Pelos estudos, pela dedicação e, principalmente, pela empatia e pelo caráter envolvidos. Pois, antes do profissional, vem o humano. E sabemos da pessoa que você é.
Emoções duais: do dever cumprido como pais; e da filha criança, que vem partindo há muito tempo, fechando uma porta para outras se abrirem. Com todo um horizonte a ser desbravado.
Por isso, os dizeres da sua faixa foram mais que condizentes: “ O diploma é seu, o orgulho é nosso “.

Dia de muito orgulho e alegria para você e o Mário. Sentimento de dever cumprido! Parabéns!!
ResponderExcluirParabéns Amanda, trilhou um longo caminho, cheio de dificuldades pela complexidade do curso de medicina e por enfrentar a saída da casa dos pais, que também não é fácil !!!! Parabéns aos pais que seguraram a sua mão, as vezes ao seu lado e as vezes a distância, dando apoio e amor. Siga o seu novo caminho com perseverança e com as bençãos de Deus !!!! Seja feliz !!!
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