“ Os meses passarão. A mãe continuará a falar nesse filho. Os comentários serão “ ainda falando nisso?”. Ela terá medo: de não se lembrar do rosto dele, da história que tiveram, de ser desleal ao enterrá-lo definitivamente. Pedirão que deixe de ser mãe, mas isso não será possível. Falará ou lembrará dele até o último dia de sua vida”
E ainda:
“ Talvez, após anos da morte de alguém, diante de um entardecer, a saudade retorne intensa, ela queira ficar só e chorar”.
( texto encontrado na última página do Livro Laços e Lutos, da Teresa Gouvea, que chegou essa semana às minhas mãos).
Talvez por isso gosto tanto de tirar fotos do pôr do sol. Talvez porque “ um por de sol me traduz em versos”. Talvez porque hoje é mais um dia 17. Talvez por isso falo dele mais uma vez. Talvez por isso a saudade retorna intensa. Talvez por isso tenho vontade de chorar.






